segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Eu vivi!

Eu vivi!
Estive vivo, participei da incessante batalha chamada vida, tive sonhos, sofri, chorei, senti dor, senti alegria, amei com toda minha alma , odiei com todo meu ser...
                Compartilhei dos sonhos e esperanças de meus amigos, e ao longo do caminho,
 vi muitos deles se perderem, sofri com cada perda, tentei lutar, tentei salvá-los, tentei mudar o que já havia acontecido, tentei em vão escrever um final diferente para uma velha história.



                Busquei como todo ser vivo um propósito para minha existência, um sentido para essa luta frenética chamada vida.Tive medo, duvidas, crise existencial, carência afetiva, medo de envelhecer, medo de não ser feliz, medo de não saber o que é felicidade, medo de não ser amado, medo de não saber amar.
                No começo era até bom, ao menos antes de me perder, antes de perder toda a  minha ingenuidade, antes de eu entender o sincronismo brutal da existência humana, antes de eu perceber que a vida não é justa com algumas pessoas, que normalmente chamam essa injustiça de “destino”.
                Eu vivi!
                Foi como um sonho, com momentos bons, outros bem tristes, mas do qual a maior parte nem posso me lembrar...
                Eu vivi!
                Não sei se foi real ou não, eu sonhei, estive ali, então um dia acordei, e foi quando eu...
                Morri.


Jhony Inexplicável (Johnathan Alves)
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