quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

João Roberto

João Roberto era um menino pobre
Que tinha um sonho bem nobre
Mudar bem no fundo
O coração do mundo

Um dia, bem velho
Se olhou no espelho
E se viu prisioneiro
Do seu paradeiro

Saiu pelo mundo
Como um vagabundo
Sem casa e sem rumo
Se pôs a andar
  
Escravo da vida
Estranha homicida
Dos sonhos dos pobres
E dos corações mais nobres

Um dia viu um homem mau
A ser vítima fatal
Lembrou do seu sonho
E salvou o estranho

Ouviu-se um grito
Levara um tiro
Perguntaram porque
Respondeu sem querer
“Mudei o mundo em você”

Sorriu bem seguro
Tocara-o no fundo
Mudara o mundo
Como um vagabundo
Sorria agora
Em sua última hora

Foi então para o céu
Para junto de Deus
Deixando a pensar
O homem que seu sonho
O fizera salvar.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Apenas uma vez na vida


Eu realmente acredito que uma vez na vida, você encontra alguém que pode virar seu mundo de cabeça pra baixo. Você diz a essa pessoa coisas que nunca compartilhou com outra alma, ela absorve tudo que você diz e quer até ouvir mais. Você divide suas esperanças para o futuro, sonhos que jamais se realizarão, objetivos que nunca foram alcançados e as tantas decepções que a vida te deu. Quando algo maravilhoso acontece, você mal pode esperar para contar a essa pessoa, sabendo que ela vai dividir essa empolgação com você. Essa pessoa não tem vergonha de chorar com você quando você está triste ou rir com você quando você age como um bobo. Ela nunca fere seus sentimentos ou faz você se sentir como se não fosse bom o bastante, mas sim te torna mais forte e te mostra as coisas em você que te fazem especial e belo. Com ela, não existe pressão, ciúmes ou competição, somente paz e tranquilidade quando ela está por perto. Você pode ser você mesmo e não se preocupar com o que ela pensará de você porque ela te ama pelo que você é. As coisas que parecem insignificantes para a maioria das pessoas, como uma nota, uma canção ou uma caminhada se tornam tesouros inestimáveis guardados em segurança em seu coração para serem acalentados para sempre. Memórias de sua infância retornam e são tão claras e vívidas, como se você voltasse a ser jovem de novo. As cores parecem mais vivas e mais brilhantes. Sorrir se torna parte da vida diária onde antes era raro ou até mesmo não existia. Uma ou duas ligações durante o dia te ajudam a enfrentar a longa jornada de trabalho e sempre trazem um sorriso à sua face. Na presença dessa pessoa, não há necessidade de uma conversa contínua, mas você se descobre muito feliz por apenas tê-la ali por perto. Coisas que nunca te interessaram antes tornam-se fascinantes, pois você sabe que elas são importantes para esta pessoa que é especial para você. Você pensa nesta pessoa em todas as ocasiões e em em tudo o que você faz. Coisas simples as trazem à mente, como um céu azul-claro, uma brisa ou até uma nuvem de tempestade no horizonte. Você abre o seu coração sabendo que há uma chance de ele ser partido um dia e, ao abrir o seu coração, você vivencia um amor e alegria que jamais sonhou serem possíveis. Você descobre que ser vulnerável é a única maneira de permitir o seu coração a sentir o verdadeiro prazer que é tão real, que te assusta. Você encontra forças em saber que tem um verdadeiro amigo e possivelmente uma alma gêmea que permanecerá leal até o fim. A vida parece completamente diferente, empolgante e passa a valer a pena. Sua única esperança e segurança está em saber que essa pessoa é uma parte da sua vida. 

(Bob Marley)




Para meu filho

Eu as vezes desejo que você ainda fosse pequeno
Que ainda não fosse tão grande forte e alto
Pra que quando eu pensasse sobre o ontem
Pudesse fechar os olhos e ver você brincar

Eu sinto muita falta daquele pequeno garoto
Que costumava me pedir para comprar brinquedos
Que enchia meus dias de pura alegria
De cada manhã até o anoitecer

Vemos nossos filhos mudarem e crescerem
Como as estações que vem e logo se vão
Mas o destino tem um plano perfeito
Pra fazer de um garoto um homem feito

Hoje, meu filho, estou orgulhoso de você
Por todas as suas escolhas
Eu vou sempre te amar, até que meus dias se acabem
E sou infinitamente grato, por ser seu pai.






Tradução livre


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sobre o que aprendi na escola publica...

Era uma manhã comum de terça feira, no segundo dia do ensino médio, estávamos todos animados, nós que estávamos ali havíamos superado o ensino fundamental e chegado ao médio. Naquele dia a primeira aula seria de geografia, o professor chegou atrasado, entrou sem dizer nada e começou a escrever no quadro, a maior parte da turma sequer notou sua presença. Ao terminar de escrever, ele disse a frase que mais ouvi de professores ao longo dos anos que passei na escola:

- Prestem atenção se quiserem, vou receber o meu salário no final do mês de qualquer maneira.

Ele foi nosso professor nos dois anos que se seguiram.

Em outra manhã teríamos aula de educação física, o professor chegou, colocou alguns jogos de tabuleiro sob uma das mesas e disse que poderíamos fazer o que quiséssemos, ele precisava dormir.

Nosso professor de educação física dava aula em três turnos e estava sempre cansado, era comum que nos deixasse livres para fazer o que quiséssemos enquanto dormia durante as aulas. Também não era incomum que ele faltasse.

Certa vez ouvi uma professora dizer a um daqueles alunos menos interessados que ele nunca seria alguém na vida e que jamais alcançaria algo grande, pois não estudava e não seria capaz de passar no vestibular.

Ele passou.

Todas essas histórias são verdadeiras e aconteceram comigo entre os anos de 2010 e 2012 em duas das melhores escolas da região noroeste de Goiânia.

Com todos esses problemas de motivação, organização e estrutura, como esperavam que aprendêssemos?

Nos anos que passei na escola publica não aprendi a diferenciar células eucariontes de procariontes, nem as leis de Newton, nem inglês, nem a história da humanidade ou sobre o clima na Ásia. Não aprendi a calcular a área da circunferência, nem aprendi a usar todas aquelas formulas matemáticas ou sequer quando usar as malditas crases.

Da nossa grade curricular aprendi realmente muito pouco.

De inicio acreditava não ter aprendido nada na escola, mas agora percebo que isso é tolice, não existe experiência na vida que não ensine nada.

Para mim e para todos os que estudaram ao meu lado, ou nas mesmas condições que eu, não havia qualquer motivação para aprender, Víamos nossos próprios mestres passarem dificuldades, aqueles que deveriam ser nosso maior exemplo de como os estudos poderiam melhorar nossas vidas.

Muitos professores tinham se formado ainda na ditadura militar e desde então não tinham tido a oportunidade de se atualizarem. Precisavam dar aula em mais de uma escola para complementar a renda e viviam a gritante desvalorização de seus salários, por muitas vezes incompatível com sua profissão.

Não havia alegria na escola. Todo mundo estava cansado e frustrado. Só depois de adulto entendi que é impossível ser feliz quando seu trabalho não resulta em nada. Um professor jamais será feliz se a estrutura e o sistema em torno dele fizer seus alunos desistirem de aprender, ou tirarem dele a motivação de ensinar.

A escola era como um presidio: cinza e amarelo desbotado, com grandes portões, grades nas janelas e portas e por vezes até policiais vigiando de um lado para o outro. E é exatamente assim que nos sentíamos, como presidiários de regime semiaberto, deixando a escola todo dia lamentando termos que voltar no dia seguinte. Não por acaso, por diversas vezes alunos planejaram fugas e arrombamentos dos portões da escola.

Entediados, sem aulas, sem lazer, maltratados e presos. Esse é o ambiente no qual se espera que um jovem desenvolva seu potencial?

Os pais que tinham dinheiro pagavam para que seus filhos estudassem em escolas que não tinham nenhum desses problemas. Conheço gente que ainda no ensino médio tinha aulas de musica, línguas estrangeiras, politica. Que tinha professores com doutorado. Colégios com piscina olímpica e quadras de piso emborrachado. Que tinham plantões de duvidas depois do horário das aulas. Tinham aulas de computação, com computadores que funcionavam de verdade. Ganhavam até DVD’s com o conteúdo estudado em sala.

Minha família mal tinha dinheiro pra comprar comida.

Posso não ter aprendido matemática ou química, mas aprendi que na vida nem todos tem as mesmas oportunidades ou mesmo oportunidades parecidas. Que inclusive alguns não têm nenhuma oportunidade.

Dos 40 alunos que estudaram comigo no ultimo ano do fundamental, menos da metade chegou ao ensino médio. Dos 120 alunos que junto comigo entram no médio, menos de um terço chegou ao terceiro ano. Dos 23 alunos da minha turma do terceiro apenas 6 chegaram ao ensino superior.

Ao longo dos anos vi meus amigos mais próximos concluírem que não valia a pena estudar. Vi muitos deles desistirem, muitos seguirem caminhos sem volta.

Vi muita gente sem oportunidades para seguir.

Não estávamos preparados para o mundo lá fora. A escola publica não nos preparou para brigar por nosso futuro.

A primeira vez que nosso caminho cruzou com o dos jovens da elite foi no vestibular, estávamos mal nutridos e desarmados indo enfrentar soldados, que se prepararam a vida toda para nos enfrentar. Éramos como amadores enfrentando profissionais treinados.

Não tivemos chance.

O vestibular é a barreira definitiva de segregação social. nele não é testada a sua capacidade de cursar a faculdade, mas a sua origem. Aqueles que tiveram que contar com o ensino público não tem chance, pois os testes cobram uma serie de conhecimentos que são ensinados apenas nas escolas particulares.

Sim, eu passei no vestibular. Alguns poderiam argumentar que sou um exemplo de que as oportunidades são dadas, e jogar nas costas do indivíduo a responsabilidade por ele não ter conseguido um lugar ao sol nas trevas dos nossos abismos sociais, o que seria imaturidade.

Tenho maturidade e consciência para compreender que se consegui foi em consequência de muitas condições favoráveis que tive. Em grande parte por ter tido sempre uma facilidade acima do normal para aprender. Em parte por ter conhecido alguns poucos bons professores que acreditaram e me incentivaram a lutar. Em parte também por ter me criado “sozinho” o que me permitiu desenvolver meus próprios conceitos de certo e errado e que acima de tudo me permitiu experienciar muitas faltas e excessos que mais tarde contribuiriam para que eu tivesse maturidade e senso crítico. 

O que de certa forma me capacitou para brigar por minha vaga na universidade.

Ainda assim tive que pagar um curso pré-vestibular com meu primeiro emprego para preencher as lacunas que o ensino público deixou.

Lembro-me bem que a escola pública foi o último lugar na minha vida que frequentei onde a proporção de negros presentes era coerente com a proporção de negros da cidade. De lá para cá, superada a barreira da segregação do vestibular, fui passando a frequentar espaços elitizados, como a própria universidade, que são dominados por brancos.

Talvez se eu fosse negro ou mulher nunca tivesse conseguido.

O que aprendi na escola pública? Aprendi sobre injustiça e desigualdade. Sobre o mundo real, sobre a vida ser dura. Sobre preconceito, racismo, machismo e sobre barreiras intransponíveis. Aprendi a ter a humildade de saber que se hoje tenho uma vida melhor é porque tive mais sorte do que mérito. Sorte daqueles que tem, pois os que não têm não tiveram escolha.

Aprendi que todos mereciam uma chance de brilhar, mas que nem todos terão.

Essas coisas que tomo como óbvias e me formam como pessoa e como cidadão, não posso assumir que sejam óbvias para todos. Nenhum texto nem nenhuma imagem consegue substituir a experiência.

O que aprendi na escola pública não ensinam nas melhores escolas particulares e, diferente das fórmulas de matemática, são coisas que levo para a vida toda.


Johnathan Alves Damasceno de Barros


Referencial teórico e textual:

domingo, 20 de outubro de 2013

Declaração Universal Dos Direitos Humanos (ZenPencils)


Nota do autor:

Hoje, 16 de outubro, é o Blog Action Day, onde milhares de pessoas de diferentes blogueiros de todo o mundo postam sobre o mesmo tema. O tema deste ano é DIREITOS HUMANOS.
Depois de navegar na net tentando ter uma idéia do que eu poderia contribuir, eu percebi. comparando artigos que alguns governos parecem estar ignorando os direitos humanos das pessoas cada vez mais nos dias de hoje. 
Eu nem sabia o que esses "direitos humanos" mágicos eram. Onde é que esses direitos vêm? Quem decidiu quais eram? Eles são direito internacional? Foi quando me deparei com a Declaração Universal e decidi transformá-la em um algo acessível, porque eu sabia que muitas pessoas provavelmente nunca a haviam lido também.
Após o horror da Segunda Guerra Mundial, as Nações Unidas foram formadas em 1945. Os dois principais objetivos da Declaração das Nações Unidas são "preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra" e "reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais." Em 1946, a Comissão das Nações Unidas sobre Direitos Humanos foi estabelecida. Presidida por Eleanor Roosevelt, a Comissão elaborou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e foi adotada pela Assembléia Geral em 1948 "como o ideal comum a atingir por todos os povos e nações". Hoje, é o trabalho do Conselho de Direitos Humanos, um órgão importante da Organização das Nações Unidas, para promover e proteger os direitos humanos das pessoas em todo o mundo.
Esta Tira usa uma versão simplificada da Declaração. Você pode ler o texto original aqui . Para mais informações sobre a história da Declaração Eu sugiro este artigo . 
Para mais informações sobre o Blog Action Day e encontrar contribuições de outros blogueiros, visite o site oficial .

domingo, 8 de setembro de 2013

Sobre a Depressão...

Eu nunca me importei de passar as noites sozinho no meu quarto. A solidão nunca me incomodou. Nunca tive problemas com o fato de não ter muitos amigos, de não sair de casa. Nunca me incomodei com a depressão...
Não sei dizer o que está acontecendo, tem um enorme vazio dentro de mim e não consigo preenchê-lo com nada.

Onde estão meus amigos?
Eu realmente gostaria de saber...

Por que esse vazio dói tanto agora? Quero dizer... Ele sempre esteve ali, mas nunca doeu tanto.

Essa não devia ser a melhor fase da minha vida?

Eu quero desesperadamente chorar, sinto vontade de gritar tão alto que toda a cidade ouça meu desespero, que todos sintam essa maldita agonia que eu sinto agora.

Por que não consigo nem ao menos chorar?

Por que esse grito não sai?

Durante dezenove anos eu acumulei sentimentos dentro de mim, ignorando minhas tristezas, esquecendo a solidão... Deixei de sentir tanta coisa. Talvez todos esses sentimentos tenham enchido minha mente a ponto de transbordar coisas não vividas. Tantos sentimentos deixados para e depois, um depois que nunca chegou.

Como se faz pra recomeçar?

Por onde eu começo?

Por que escrevem tão pouco sobre a depressão?

Eu ainda consigo me sentir vivo?

Por que ninguém vem me salvar?

Por que essa maldita dor não para?

O mais triste de se estar deprimido é perceber que a sua felicidade quase nunca depende de você.


Johnathan Alves Damasceno de Barros

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MARC MARON: A geração rede social (zen pencils)


Nota do autor:
Marc Maron é um comediante e o anfitrião do meu podcast favorito, WTF com Marc Maron , que é um podcast de comédia onde Maron entrevista  não só comediantes, mas os músicos, atores, chefs e artistas. Suas conversas são sempre cativantes, engraçadas, cras e honestas. Eu recomendo especialmente para aqueles que estão buscando um campo criativo, como a maioria de seus entrevistados têm perspicácia e histórias únicas sobre como eles se tornaram pessoas de sucesso. (Como você pode dizer do seu título, WTF contém linguagem explícita e é para os ouvintes maduros ... você foi avisado!)

A história de sucesso do próprio Maron vale a pena ser mencionada. Em seus 40 anos, tendo vivido uma vida de raiva, o ressentimento,  vício, relacionamentos fracassados ​​e pontes queimadas, Maron tinha acabado de se despedir de um show de rádio, quando ele começou a WTF podcast como uma última e desesperada tentativa para permanecer no jogo comédia. O podcast não só se tornou um sucesso incrível, levando a uma retomada em sua carreira de stand-up e uma série de televisão , mas também foi comprovadamente a sua salvação.

Eu não acredito que levei tanto tempo para fazer uma citação de Maron, visto que eu devo ter escutado centenas de horas de sua voz, enquanto trabalhava no Zen Pencils. Esta citação é retirada do seu mais recente livro de memórias, A tentativa normal .

COMICS RELACIONADOS: Bill Hicks É apenas um passeio , Louis CK Nós não pensamos sobre como falamos , George Carlin sobre assassinato (explícito) , Henry Rollins Quem é o homem mais louco? .

- Desde a minha última quadrinhos sobre mídias sociais , eu acho que é justo dizer que eu ainda sou totalmente dependente e viciado em meu telefone. Quem acorda com o despertador do seu telefone e ainda fica na cama? Eu faço isso. Quem leva seu telefone para o banheiro? Eu. É nojento, mas eu aposto que você também faz ... não minta. Quem não pode ficar sozinho em público sem olhar para o seu telefone a cada cinco minutos? Sim, eu novamente. Enquanto eu amo mídias sociais (que, obviamente, tem ajudado o Zen Pencils enormemente e é incrível como é fácil, eu posso interagir com os leitores de todo o mundo), também devemos lembrar alguns de seus efeitos colaterais negativos, como este artigo ressalta.
- Quais são os seus podcasts favoritos? Algumas das minhas outras recomendações: Hardcore HistoryThe BugleThe Smartest Man in the WorldThe NerdistStuff You Should KnowStarTalk Radio and The BS Report.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Aquele sobre a monotonia...

Quando eu era um garotinho costumava pensar sobre como seria a vida de adulto, sabe, toda essa coisa de trabalhar, juntar pedaços coloridos e retangulares de papel, constituir família   essas coisas que todo adulto faz, ou pelo menos tenta fazer...

Enquanto menino, toda essa coisa de crescer me parecia fascinante. Não me entenda mal, eu, já naquela época, compreendia a monotonia que é crescer, mas toda a ideia de independência me parecia tão fantástica quanto poder voar.

Eu imaginava que a vida adulta implicava em responsabilidades em troca das quais se recebia o direito de controlar sua vida. Crianças as vezes são muito ingenuas...

Hoje com 19 anos de idade vejo que essa suposta liberdade existe apenas na teoria, e nenhum homem pode ser verdadeiramente livre enquanto tiver contas a pagar.

O problema nisso é que enquanto precisar comer, um homem terá dividas... É claro que pra tudo na vida existem exceções, existem pessoas com dinheiro o bastante pra não precisar trabalhar um só dia em sua vida... Essas são vitimas de outro tipo de escravidão... Essas são escravas da ganância, ou do consumismo.

Vivem acostumadas ao luxo e apegadas as coisas que o dinheiro compra, essa falsa ideia de liberdade.

Sabe, a maior ironia do mundo é pensar que ninguém é livre. Os que não tem dinheiro, são escravos dele e os que o tem, são escravos das coisas que ele proporciona.

E assim vivemos essa monotonia, uns buscando incessantemente algo que não tem, enquanto outros buscam freneticamente algo que já possuem.

Uns cegos pela necessidade, outros pela falsa liberdade. Todos escravos da mesma monotonia, mas por motivos diferentes.

Johnathan Alves Damasceno de Barros
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