segunda-feira, 25 de março de 2013

Aquele sobre a monotonia...

Quando eu era um garotinho costumava pensar sobre como seria a vida de adulto, sabe, toda essa coisa de trabalhar, juntar pedaços coloridos e retangulares de papel, constituir família   essas coisas que todo adulto faz, ou pelo menos tenta fazer...

Enquanto menino, toda essa coisa de crescer me parecia fascinante. Não me entenda mal, eu, já naquela época, compreendia a monotonia que é crescer, mas toda a ideia de independência me parecia tão fantástica quanto poder voar.

Eu imaginava que a vida adulta implicava em responsabilidades em troca das quais se recebia o direito de controlar sua vida. Crianças as vezes são muito ingenuas...

Hoje com 19 anos de idade vejo que essa suposta liberdade existe apenas na teoria, e nenhum homem pode ser verdadeiramente livre enquanto tiver contas a pagar.

O problema nisso é que enquanto precisar comer, um homem terá dividas... É claro que pra tudo na vida existem exceções, existem pessoas com dinheiro o bastante pra não precisar trabalhar um só dia em sua vida... Essas são vitimas de outro tipo de escravidão... Essas são escravas da ganância, ou do consumismo.

Vivem acostumadas ao luxo e apegadas as coisas que o dinheiro compra, essa falsa ideia de liberdade.

Sabe, a maior ironia do mundo é pensar que ninguém é livre. Os que não tem dinheiro, são escravos dele e os que o tem, são escravos das coisas que ele proporciona.

E assim vivemos essa monotonia, uns buscando incessantemente algo que não tem, enquanto outros buscam freneticamente algo que já possuem.

Uns cegos pela necessidade, outros pela falsa liberdade. Todos escravos da mesma monotonia, mas por motivos diferentes.

Johnathan Alves Damasceno de Barros

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